terça-feira, 29 de setembro de 2009

CASE DE GESTÃO EMPRESARIAL

Para quem se interessa pelo tema gestão de pessoas, vale a pena conferir o case Gincana de Produtividade, com o qual a Nasajon Sistemas está concorrendo no Prêmio Gestão com Pessoas Luiz Carlos Campos - edição 2009 - categoria média/grande, promovido pela ABRH-RJ.

A Nasajon é uma empresa que desenvolve e comercializa software de gestão empresarial para pequenas e médias empresas. Para conhecer como é a gincana de produtividade e participar da votação desta etapa do prêmio, acesse: http://www.abrh-rio.com.br/sigabweb/vota_premio.asp?ano=2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SAINDO DA CASCA DO OVO

Eu não tenho filhos e o mais novo da minha família tem 18 anos. Mas posso afirmar que “Saindo da Casca do Ovo” é uma ótima escolha para adolescentes que ainda não iniciaram sua vida sexual e para pais que devem orientá-los. Caretices de lado, Claudio Nasajon e César Salim, escrevem de maneira leve e fácil de ser compreendida sobre como deve ser a primeira vez de um menino, sobre seus riscos e possíveis prevenções.

Claudio começou o projeto quando se deparou com essa realidade dentro de casa: pai de quatro filhos, sendo que dois deles meninos, um com 12 e outro com 13 anos, o autor resolveu colocar no papel o que já teria que passar verbalmente. A ideia amadureceu e virou uma deliciosa história onde os autores narram as experiências de um grupo de adolescentes que está despertando para o sexo, da primeira “transa” com a namorada até experiências homossexuais.

“Saindo da Casca do Ovo” traz conteúdo sério, colocado com bom-humor e responsabilidade. O assunto foi profundamente pesquisado e especialistas (médicos e psicanalistas) consultados.O livro começa com a história de um casal de jovens namorados que decide viajar durante um feriado prolongado para ter a primeira relação sexual de suas vidas, sem conhecer todas as consequências dessa decisão. Segue com as aventuras de um grupo de amigos que resolveu comemorar o aniversário de um deles em uma casa de prostituição. Mais adiante relata, inclusive, a preferência de alguns pelo sexo virtual, aborda fantasias e a prática da masturbação.
Para Cesar Simões Salim, qualquer coisa importante na vida tem maior chance de sucesso se for bem planejada. “Imaginei como seria proveitoso para os jovens construir o caminho rumo a sua iniciação sexual se soubessem planejar esse momento”, completa Salim.


Dando crédito à obra, quem assina o prefácio é o psiquiatra e psicanalista Alberto Goldin, co-autor de vários livros de sucesso relacionados ao assunto e da peça teatral "Todo Mundo tem Problemas (Sexuais)". Na contracapa, o livro traz também depoimentos dos escritores Paulo Coelho e Fernando Morais e da psicóloga e psicanalista Márcia Botelho Antunes.


Saindo da Casca do Ovo – José Planeja sua Iniciação Sexual
Editora Quartet
Preço: R$29,90


ENTREVISTA

MC & Claudio Nasajon


MC: Qual o público que você pretende atingir especificamente?
Claudio Nasajon: Meu livro foi escrito para meninos de 14 a 17 anos que ainda não iniciaram sua vida sexual.
MC: Você também indica a obra para os pais?
Claudio Nasajon: Sim. Claro. Tem muito pai por aí que não sabe nem o que é gonorréia, imagine ter que explicar sobre isso para um filho?! Lendo o livro ele vai ter condições de lidar melhor com esse assunto. Não é fácil falar sobre sexo para a maioria dos pais. As pessoas mistificam muito o assunto e não é um bicho de sete-cabeças.


MC: As meninas também devem ler?
Claudio Nasajon: As meninas não fazem parte do meu público-alvo, mas se quiserem podem ler, é sempre mais informação e uma forma de começarem a entender os meninos e o universo deles. Aliás, tem muita menina lendo, a curiosidade faz parte dessa fase da vida.


MC: Você pretende lançar uma versão para as meninas?
Claudio Nasajon: Talvez sim, depente da procura pelo tema e da venda desse primeiro. Mas é uma coisa na qual já estou pensando, é bem possível que esse projeto se realize. Penso em escrever um para elas sim, com apoio de profissionais da área de psicologia e ginecologia.


MC: Vc tem uma filha de um ano. Vai oferecer como leitura esse livro quando for chegada a hora?
Claudio Nasajon: Não...não vou precisar. Eu mesmo conversarei com ela!



Assista ao vídeo da entrevista de Claudio Nasajon ao programa “A noite é uma criança”, na Band:



quinta-feira, 23 de julho de 2009

A DÚVIDA

Assisti ontem ao filme “ A Dúvida” (Doubt) sob a direção de Jhon Patrick Shanley, com Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Viola Davis e não me restou dúvida alguma de que o filme não é, se quer, bom.
Shanley, estava 18 anos sem dirigir, venceu o Pulitzer, em 2005, pela peça "Doubt" e a adaptou para o cinema. Na história usa elementos de sua infância para recriar o ambiente em uma escola católica do Bronx, NY, em 1964.
Atores de peso, contudo, o apelo para velha história de padres que comem criancinhas foi fraco. O pior é que até o fim do filme você não tem certeza se o padre pega ou não pega o garotinho. Outra lástima é a mãe (Viola Davis) do coroinha, o espectador não entende também, mas parece que ela quer mais é que o “ato” se consuma, e vive dizendo que é só por um determinado tempo e que ninguém deveria se preocupar com isso. Acredito que essa seja a grande dúvida de “A Dúvida”: “Até onde os pais são coniventes” ? Na trama o menino é negro e foi o primeiro a entrar em uma “escola de brancos", haveria aí um interesse da mãe em que seu filho fosse aceito, custe o que custasse?!
Aliás, o filme só nos deixa com dúvidas. A outra é sobre o discurso do padre que trocado em miúdos quase afirma que é um “sentimento maior” o que tem pelo jovem mancebo. A noviça (Amy Adams), professora confusa, passa o tempo todo se questionando se é ou não verdade, mas a madre e diretora da escola (Meryl Streep) afirma veemente que o padre alicia meninos, para no final cair em desespero e falar, aos prantos, que tem dúvidas.
O que me parece é que o filme foi a tentativa de algum americano protestante mostrar, mais uma vez, o lado podre da Igreja Católica, como se a pedofilia não andasse solta por aí, nas mais diversas instituições, incluindo as próprias famílias. Principalmente onde poder e admiração envolvem tutor e tutelado.
Na dúvida não veja o filme, escolha outro que será melhor.
O que vale a pena no filme?
A visão sobre a reforma católica dos anos 60 e a liderança feminina em um mundo machista da época.



Por: Mabel Antunes
Fotos: divulgação

terça-feira, 21 de julho de 2009

MULHER QUE LÊ

Um casal sai de férias para uma reserva ambiental. O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler. Uma manhã, o marido volta da pesca e resolve tirar uma soneca.

Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.

Neste momento chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame.O que está fazendo?

- Lendo um livro - responde, pensando:(- Será que não é óbvio?)

- A senhora está numa área restrita em que a pesca é proibida - informa..

- Sinto muito, mas não estou pescando, estou lendo.

- Sim, mas com todo o equipamento de pesca.
Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento.
Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.

- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.

- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.

- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.

Tenha um bom dia madame, diz ele, e vai embora.

MORAL DA HISTÓRIA:
NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ.

CERTAMENTE ELA PENSA!

sábado, 4 de julho de 2009

NO CUSPE DO POETA

Mulheres Conteúdo também tem sentimento. Vez por outra deixaremos aqui nossos contos ou poesias. Deixei a vergonha de lado e resolvi começar a postar com uma das minhas: "No cuspe do Poeta". Seja o que Deus quiser...


No Cuspe do Poeta

Parecia que era tarde,
À tarde no pôr-do-sol,
De tarde, nunca à noite,
Num tempo de temporal,
De tempestades, de vendaval,
De impetuosidades, de experimentos.

Do sangue puro e intocado,
Imaculado como pérola em ostra,
Se descobrindo no sentimento,
No cheiro-perfume-ciumento,
Transformava todo o corpo,
Transformava o conteúdo,
Transformava o pensamento.
Aquecia mais que fogo,
Ardia mais do que o vento,
Doía e como doía,
Magoava, feria, marcava,
Imprimia em nossas vidas lembranças
Como estampas de ideais aguerridos,
Cobertos de todas as razões.

E a paixão? Ah, a paixão!
Se esvaia por escadas,
Por escarpas,
Por esquinas,
Novas esquinas nos aguardavam,
Nos recebiam em seus braços.
Nossas esquinas!
Quantas esquinas!
Outras esquinas.

As esquinas nos adotaram e descortinaram o desconhecido
Um imenso e descomunal,
Imundo, perverso,
Avesso, sedutor e sedento mundo.
Doido para consumir nossas fantasias,
Nossos sonhos e apostas ingênuas.

E assim seguindo a deglutir cada gota de alforria,
De uma forma,
Ou de outra.

“Há de endurecer, mas sem perder a ternura...”.
“Porque ainda somos os mesmos...”.

Será?
Nous serons,
Nós somos ou estamos,
Sim,
Agora,
Corroídos, sovados, castigados demais,
Talvez,
Para encontrarmos a essência que deixamos esvair por nossos poros anos a fio.
Muitas vezes derramada no chão infértil,
Outras vezes frutificada numa existência concreta,
Para escrever e gravar nossas histórias diversas,
Adversas,
Tão distantes e tão dispersas.

Mas no finito do leito,
Lá na foz,
O rio doce se faz água forte e alcança o mar,
Salgado, revolto, arredio.

Lembra à tarde que já é noite,
O sol se furta no horizonte,
Riscando o oceano e se apagando como cinza de cigarro
No cuspe do poeta.

Por: Mabel Antunes
crédito da foto: Mabel Antunes